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PRATA DA CASA
Juliana Amaral

 

 

|TRAJETÓRIA|

Juliana Amaral, 35 anos, é cantora, compositora e atriz.

Em 1998, fez a direção vocal do Sambacoral, grupo formado com meninos e meninas da Associação Beneficente Santa Fé (entidade de reintegração de crianças e jovens moradores de rua), sob direção geral de Luis Felipe Gama, realizando os espetáculos Aos que vão nascer (Projeto Brecht 100 anos, SESC São Paulo) e Um grito (Festival Mundão, SESC São Paulo), nos quais foi solista. Sucessos de público e crítica foram assistidos por centenas de pessoas em mais de 10 cidades paulistas. De 2000 a 2004, Juliana Amaral apresentou o show Homenagem ao Samba, acompanhada por percussionistas do Sambacoral.

Em 1999, foi vencedora na área de música popular do Projeto Nascente (prêmio de incentivo a novos talentos oferecido pela Universidade de São Paulo em parceria com a Editora Abril). Desde aquele mesmo ano foi convidada pelo baterista e percussionista Robertinho Silva para cantar em diversos shows seus em São Paulo, tendo participado do CD Batucajé- Percussão experimental brasileira (2005), da banda homônima formada por ele, Simone Soul, Jadna Zimmermann e Alfredo Bello.

Em 2002 gravou seu primeiro CD, Águas daqui, com direção e produção musical de Luis Felipe Gama e co-produção de Robertinho Silva. O trabalho, lançado pela Lua Discos (São Paulo) recebeu elogios da crítica especializada em todo o país e percorreu o circuito de casas de espetáculos e SESCs de São Paulo.

Em 2006, participou dos projetos Da Malandragem à pilantragem e Gafieira paulista (SESC Pompéia), com a orquestra de gafieira Cometa Gafi, que integra como cantora desde 2002. Em agosto do mesmo ano participou de Marçal, uma dinastia do samba, shows em homenagem à família Marçal realizados pelo SESC Pompéia com Armando Marçal, Moacyr Luz, Wilson das Neves, Wanderley Monteiro, entre outros.

Atualmente, apresenta o espetáculo Entrevista com Stela do Patrocínio (Núcleo do Cientista), ópera mínima com canções de Lincoln Antonio sobre as falas de Stela do Patrocínio, encenada e dirigida por Georgette Fadel. O espetáculo foi registrado em CD, lançado em março de 2007 com o selo da Cooperativa de Música. Além disso, Juliana se apresenta às quintas-feiras, desde 2005, no Ó do Borogodó, tradicional casa noturna de samba e choro na cidade de São Paulo.

Juliana Amaral lançou em setembro de 2007 seu segundo disco, Juliana Samba (Lua Music), com produção de Moacyr Luz. O trabalho foi gravado no Rio de Janeiro com os músicos Paulão 7 Cordas (violão), responsável pelos arranjos e pela direção de estúdio; Carlinhos 7 Cordas (violão); Mauro Diniz (cavaquinho); Marcus Esguleba e Trambique (percussões); Rui Alvim (clarinete); e Marcílio Marques (bandolim).

A turnê de divulgação do CD Juliana Samba iniciou-se no dia 28 de setembro de 2007 no Teatro do SESC Vila Mariana. O show, realizado com uma banda de músicos paulistanos, participação especial de Moacyr Luz e direção de Humberto Pio, foi apresentado também nos SESCs Santana, Santo André e Araraquara, além de ter participado da Virada Cultural Paulista na cidade de São José do Rio Preto.

Em março de 2008 Juliana estreou o espetáculo samba mínimo, e esteve em cartaz no teatro Ópera Buffa (São Paulo) nos meses de março e abril, e no teatro do 13º andar do SESC Avenida Paulista nos meses de junho e julho. Nesse show, dirigido por Humberto Pio, Juliana apresenta músicas de seus discos junto a outros sambas de compositores consagrados, intercaladas pela leitura de poemas de Bertolt Brecht, Paulo Leminski e Ana Cristina César. Com figurinos, cenários e iluminação reduzidos ao essencial, e formação diminuta de percussão e violão, o espetáculo valoriza a delicadeza do cantar de Juliana num universo urbano e contemporâneo.

 

|SAMBA MÍNIMO|

O interesse pelo samba tem sido muito grande nos últimos anos, e nota-se que muitos intérpretes têm se dedicado ao seu repertório. Na sua maioria, no entanto, restringem-se a realizar uma compilação de músicas do gênero, com registros de novos compositores e/ou releituras de clássicos. O diferencial do espetáculo samba mínimo está na pesquisa que o sustenta, que tem como princípio norteador o samba, não só como um repertório ou como um ritmo, mas como um conjunto de conteúdos musicais e literários capaz de traduzir inquietações e tensões estéticas e artísticas. Nesse sentido, o espetáculo não é pensado como uma sucessão de canções, mas como uma unidade poética, que integra música, palavra e gesto para descrever um movimento com intensidade no tempo. Mas como é da natureza do samba, o show não perde em naturalidade e simplicidade, o que permite o acesso e fruição dos mais diversos públicos.

O espetáculo, dirigido por Humberto Pio Guimarães, foi concebido com figurinos, cenário e iluminação reduzidos ao essencial, de modo a criar um ambiente que proporcione à platéia aproximar-se da performance de modo singelo e imediato. Nessa mesma linha, a formação diminuta (apenas violão e percussões) e os arranjos nada rebuscados buscam explorar nuances e dinâmicas variadas, contando para isso com a sensibilidade dos músicos, criadores de paisagens sonoras muito ricas, ora delicadíssimas, ora explosivas, mas sempre muito intensas. Seu formato permite sua adequação aos mais variados espaços, além de muita agilidade na montagem e desmontagem, com a conseqüente redução de custos de infra-estrutura.

O repertório minuciosamente escolhido combina canções de compositores consagrados, como Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Cartola e Wilson Baptista, sambas inusitados de compositores ligados a outros universos musicais, como Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Tom Zé e Moraes Moreira, e também de contemporâneos como Fred Zero Quatro e Marcelo Camelo. Os sambas são intercalados pela leitura de poemas de Bertolt Brecht, Paulo Leminski e Ana Cristina Cesar, traçando um fio condutor, não literal mas poético, que permeia e dá sentido a todo o espetáculo, e que desvela, na sua unidade, as tensões entre a sofisticação e a simplicidade, a tristeza e a alegria, o universal e o particular, presentes de modo arrebatador no universo do samba.

 

|FICHA TÉCNICA|

Concepção, direção musical, voz: Juliana Amaral
Concepção, direção geral, cenário e figurinos: Humberto Pio Guimarães
Violão: Gian Corrêa
Percussões: Ricardo Valverde e Samba Sam
Técnico de som: Luiz Leme
Técnico de luz: Julia Zakia
Coordenação de produção: Guto Ruocco – Circus Produções Culturais

 

|NA INTERNET|

Site: www.julianamaral.com.br
MySpace: http://www.myspace.com/julianamaral

 

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