MÚSICA
Renata Rosa

A cantora, rabequeira e compositora Renata Rosa há muitos anos vive mergulhada no contexto poético musical da Zona da Mata Norte Pernambucana e do Baixo São Francisco Alagoano entre os sinuosos cantos caboclos do catolicismo popular, do samba de coco, dos rojões de roça, das polifonias vocais indígenas e das brincadeiras de maracatu-rural e do cavalo-marinho. Desde 1998 vem desenvolvendo um trabalho com músicos do interior e da capital de Pernambuco que deu origem ao CD Zunido da Mata (2003), primeiro álbum solo de Renata Rosa, e ao show homônimo. Consagrada na Europa, a cantora conquistou o CHOC De L'ANNÉE de melhor disco do ano pelo Le Monde – de la musique (prêmio inédito na música brasileira). Em 2005 o show de Renata Rosa foi considerado um dos melhores da temporada européia, o que lhe valeu um especial de TV produzido pela BBC inglesa.
No âmbito nacional, Renata Rosa foi selecionada pelo programa Rumos Música do Instituto Itaú Cultural. Atualmente a cantora está em fase lançamento seu segundo CD, Manto dos Sonhos, produzido por Antonio Pinto . Filho do jornalista e desenhista Ziraldo, ele se firmou, desde o início desde século, como um dos principais autores contemporâneos de trilhas sonoras do país. Seu primeiro trabalho não poderia ser mais simbólico: O Menino Maluquinho (1994), filme baseado no livro mais célebre de seu pai, tem sua assinatura na trilha. O talento foi prontamente reconhecido e Antônio foi convidado a fazer as trilhas de alguns dos principais filmes do renascimento do cinema nacional. Entre eles, os indicados ao Oscar “Central do Brasil” e “Cidade de Deus”. Quando parecia não ter mais degraus a escalar, Antônio Pinto estreou em Hollywood, assinando a trilha do filme “Collateral”, estrelado por Tom Cruise.
Zunido da Mata / Manto dos Sonhos
Surgem do encontro e da parceria de Renata Rosa com cantadeiras, coquistas e com o canto caboclo em Alagoas e Pernambuco. Grande e constante escola na arte do canto de uma imensidão cristalina, capaz de romper os ares, os terreiros e as ruas.
Renata freqüentou, desde a sua adolescência, comunidades ribeirinhas do Baixo São Francisco de onde vieram suas influências das polifonias vocais indígenas e do samba de coco. Mais tarde se iniciou, em Pernambuco, no maracatu de baque solto e no cavalo-marinho, tornando-se uma das raras mulheres a tocar a rabeca, o violino rural brasileiro. Esses elementos se integram trazendo a possibilidade de explorar novas combinações: ritmos, estruturas poéticas, as rabecas, a viola, os jogos das vozes nas polifonias vocais.
Até então parceiros dos brinquedos de rua e do interior, músicos como Seu Luis Paixão, virtuoso rabequeiro do cavalo-marinho da mata norte e mestre de Renata Rosa, aliaram-se ao trabalho em parceria musical criativa. Lançado em 2003, Zunido da Mata é atualmente distribuído pela Tratore no Brasil e pelo selo Outro Brasil e L'autre Distribuition na Europa. O segundo CD, Manto dos Sonhos , conta com a produção musical de Antônio Pinto (produtor e autor das trilhas de Central do Brasil, Cidade de Deus, Abril Despedaçado, Amor nos Tempos do Cólera) e a direção musical da cantora.
Show
O show de Renata Rosa conta com o duo de rabecas, composto por Renata e seu mestre Seu Luis Paixão, a viola nordestina e a bandola tocados por Pepê, percussões com Lucas dos Prazeres, Bruno Vinezoff e Ana Araújo , violão de sete cordas tocado por Hugo Linns e a direção artística, o minucioso trabalho sobre as vozes e as polifonias vocais e o canto de Renata Rosa.
O lançamento do Manto dos Sonhos também contará com a participação especial de Cema, Eberú, Varda, Ducirene e Noraia – índias da aldeia Kariri-Xocó e mestras da cantora na arte do canto e das polifonias vocais, trazendo para o palco a parceria registrada neste cd, fruto de mais de dez anos de encontros e cantorias.
Críticas internacionais
“A força da música brasileira agora recai sobre a interpretação de uma das melhores cantoras contemporâneas e rabequeira: Renata Rosa” – Catálogo da Womex 2004 – maior feira de música do mundo, na Alemanha.
“Zunido da Mata conjuga a força da cultura tradicional popular a uma certa sofisticação na combinação de arranjos, ritmos e melodias, que trazem um equilíbrio harmônico, deixando em primeiro plano a voz possante e clara dessa jovem cantora brasileira” – Benjamim Minimum, editor da revista Mondomix , abril de 2004, França.
“Esta bela cantora incorporou os ritmos populares para criar um novo som, que passa a energia do transe e que conserva uma incrível força de comunhão festiva” – Francisco Cruz , Le Monde - de la Musique , junho de 2004, França.
“Pensei: é uma atriz! Não é possível que uma cantora tenha um canto tão expressivo sem um raciocínio e sensibilidade de grande intérprete” – Luiz Fernando Carvalho, diretor de cinema e TV.
“Muito se pode dizer sobre essa cantora que desde muito cedo foi conviver com os mestres, que cria a partir da tradição, mas quando abre a boca não se ouve somente canções: é magia, e basta” – Gigi Zoppello, critico de música e literatura do Correio Trentino , Itália. |