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Ceumar no Maranhão

Ceumar nos jornais, na Tv Globo, quase dona da rádio universitária. O que eu vi em São Luís eu só tinha visto no Crato. Ceumar é rainha nessas bandas. Eu dizia ali atrás do barato eferrujado de assistir nossos ídolos improvisarem. Claro que me referia aos artistas inseridos no show bis. A Ceumar, por exemplo, já me deu várias lições hipnotizando seu público pelos teatros do Brasil. Talento e carisma. Carisma!!! Cheguei do Maranhão com mais uma lição da patroa. Ela preparou um roteiro especial para o show na cidade com músicas inéditas “Oração do Anjo”, “Jaboticaba Madura” e um set list especial para os maranhenses: De Dilú Mello, maranhense da cidade de Viana, Ceumar cantou “Maravia”. Para os “baleiros” - tive o prazer de conhecer a mãe, irmãos e sobrinhos de Zeca - Ceumar cantou “Boi de Haxixe”, pisando em flores de todas as cores e acompanhada em uníssono. Bonito que só vendo… De Zeca Baleiro ainda teve “Dindinha” e “Cantiga”. Mas o melhor foi a presença do doce compositor Josias Sobrinho no palco. Josias Sobrinho é um mestre da composição maranhense com uma poesia muito particular:
Cachorros latindo longe
Ouvindo a vida passar
Fruta madura no cacho
Gostinho bom de apanhar
Mangaba manga abacate
Água na boca araçá
Sabiá de laranjeira
Tu bicaste o meu melão
A fruta mais brasileira
Mais uva mais fruta-pão
Ai Luiza, “as perigosa” maçã
Enfeitiça o bico do arapuã
Não se aduma ao gosto do avelã
Ainda melhor, cheira a anajá
Além de “As Perigosas”, ainda com Josias Sobrinho e o percussionista Luís Cláudio - o arranjador daquela levada de Dindinha com vassourinha no pandeiro - Ceumar cantou “Rosa Maria”… Os dois fizeram até o “misifi” que o Itamar Assumpção fez no disco Dindinha
Também cantaram “Bacurau Pragueiro” de Josias que não eu conhecia. Sobre a lenda do Bacurau que segundo dizem, a ave traz maus agrouros quando aparece:
Bacurau Pragueiro
Não dá pra azarar a nossa condição
estamos nesse barco e vamos

Nem uma renca de bacurau seria capaz de estragar aquela noite. O barco tá n´água. Com um olho no futuro mas sem esquecer o que já foi construído nesses dez anos de carreira, Dona Ceumar logo vem com novidades. Pros Maranhenses, pros Holandeses e Pra Todos nós.

Mais Feliz (na Estrada)

O nosso amor não vai parar de rolar. Já estamos embarcando para São Luís do Maranhão, onde Ceumar é queridíssima, toca na rádio e tem uma apresentação especial no centro antigo da cidade. Foi lá no Maranhão que eu a conheci, em virtude de uma homenagem a João do Vale. Ceumar cantava “carcará” em pleno Teatro Arthur de Azevedo. De São Luís, o circo será montado na Praça Tiradentes, centro do Rio, onde vai rolar Padê com Kiko Dinucci & Juçara Marçal e o Samba da Juliana[Amaral] com o padrinho Moacyr Luz. Depois tem mais Ceumar pertinho do mar, também no Centro Cultural Carioca, já na espectativa do lançamento do disco inédito prestes a surgir. O disco foi masterizado no Carlinhos Freitas e loguinho a gente começa a piratear as novinhas da patroa.
Mas tanta estrada porvir não apaga os “momentos” fugazes dos shows da Bebel Gilberto que eu a-do-rei (já estou até falando igual a ela) e que me deixaram mais feliz. Por um segundo mais feliz.

Acúmulo do Samba no Rio

Nunca pensei que pudesse oferecer alguma novidade de samba para o público carioca. Mas somos pretensiosos. Tenho fé que a afilhada do Moacyr Luz será benvinda. muito benvinda na praça tiradentes ou na zona sul ou no zona norte. Juliana Amaral mostrará seu disco Juliana Samba. E na mesma noite, pagando os mesmos vinte mangos você poderá assistir no Centro Cultural Carioca Kiko Dinucci e Juçara Marçal que lançarão o disco Padê. Será que alguém do rio há de acreditar  nimim?

Sem Contenção de Momentos espontâneos

O Show da Bebel Gilberto em Campinas, ontem, foi um momento de orgulho da carreira deste circo como produtora. Sim, é postada auto-referente e se quiser parar por aqui eu não fico chateado. Bebel Gilberto cantou para uma platéia sentada, ingressos esgotados, como ela é acostumada a cantar pelo mundo afora. Com a banda e um repertório especialmente construídos para essas três apresentações, BG abusou da espontaneidade - marca sumida das cantoras inseridas no showbizz - do improviso e da simpatia. Conversou com o público a cada pausa entre as canções do espetáculo.
Começou com “Momento” do disco novo. Depois cantou “Um Segundo”;”Simplesmente”. Depois, surpreendeu com uma versão de “Tempo de Estio”, do Caetano do disco Muito – dentro da estrela azulada (1978). Mais Caetano, ela brindou “o reencontro com o velho amigo”, Pedro Baby, no violão, (filho de Baby Consuelo e Pepeu Gomes), e cantou “Menino do Rio”. Vieram duas da matula eletrônica: “Bring Back The Love” e “August Day Song” em versões não eletrônicas com grandes performances dos músicos Thomas Bartlett (piano e teclados), Masa Shimizu (viollão, guirarra e contrabaixo) e Magrus Magroove (bateria e percussão).
Momento intimista e comunhão com o público cantando “Preciso Dizer Que Te Amo”.
Na última parte do show ela avisou: “Agora é emoção pura”. E assim fez “Acabou Chorare” música composta por Moraes e Galvão, em homenagem à própria BG que aos 6 anos disse para os pais se tranquilizarem: “Acabou Chorare”. E Seguiu com “Baby”, “Bananeira” do Donato, a linda parceria com Carlinhos Brown, “Aganju” do disco Bebel Gilberto (2004). Finalizou com a melhor surpresa do show, “Mulher Sem Razão” (Dé, Cazuza e Bebel) recém resgatada por Adriana Calcanhotto e “Sem Contenção”. Terminou o show como qualquer novaiorquina, carioca, cidadã do mundo saudando Obama. Ainda sobrou Caçada para o bis. Eu quero bis. O show de SP pode ainda ser uma outra história, como o é cada show de BG, diferentemente da grande maioria dos artistas atuais que não se permitem qualquer improviso durante a apresentação. Confesso que sempre tendi ao show bem amarrado sem muita surpresa mas tem sempre uma Elis Regina, Cássia Eller, uma Ângela Ro Rô e uma Bebel Gilberto para nos brindar com essas exceções e deixar a gente babando e querendo, sem muita razão, Essas Mulheres.

Mulher Sem Razão
( Cazuza / Dé / Bebel Gilberto)
Saia desta vida de migalhas
Desses homens que te tratam
Como um vento que passou

Caia na realidade, fada
Olha bem na minha cara
Me confessa que gostou
Do meu papo bom
Do meu jeito são
Do meu sarro, do meu som
Dos meus toques pra você mudar

Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
No final da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio

Pára de fingir que não repara
Nas verdades que eu te falo
Dá um pouco de atenção

Parta, pegue um avião, reparta
Sonhar só não tá com nada
É uma festa na prisão

Nosso tempo é bom
Temos de montão
Deixa eu te levar então
Pra onde eu sei que a gente vai brilhar

Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Batendo travado
Por ninguém e por nada
Na escuridão do quarto
Na escuridão do quarto

minha paixão pelo Lô Borges não tem defesa

Eu sou muito previsível. Vocação de palhaço, né? Amanhã tem show do Lô Borges e eu vou sair correndo para ouvir todas aquelas canções e ficar emocionado e lembrar de uma Mococa com vocação para Minas que não existe mais. Talvez nunca tenha existido. E vou lembrar de tanta coisa boa. E também ficarei super alegre de ver que o Lô contuna a compor cançoes lindas. Ele sempre desafinado e eu emocionado. Como a gente é saudosista. Ainda que o grande artista Lô Borges não nos dê motivo, eu sou metido a mineiro das alterosas e bestão.
roubei um montão de aspas do bate-papo que ele acabou de zer na UOL:
Influências
“faço parte de uma família de pessoas ligadas a musica, meus irmãos ouviam jazz a bossa nova. Eu era garotinho e ouvia estas coisas e me emocionava com isso. Depois eu aprendi tocar violão tocando bossa nova, os discos do João Gilberto e Tom Jobim. Depois que apareceram os bem feitores da humanidade chamados Beatles. Eu tinha uma bandinha que tocava músicas dos Beatles. As minhas influências mais marcantes são do começo. . . Mas gosto rock britânico, da música brasileira atual, enfim, mas sempre estou recorrendo a João Gilberto e Beatles para relaxar… influência é quando a gente é garoto e se fixa em alguma coisa. Por isso que sempre cito Beatles. Mas tem muitas referências que gosto. Eu ouvia Led Zeppelin, Roling Stones, Jimmy Hendrix, Eric Clapton. Tem muitas coisas da carreira internacional. Cito Beatles porque eles foram muito importante para me ajudar a formar uma identidade. Hoje tem Radiohead etc…”

Sobre novo trabalho
“acabei de fazer um álbum de músicas inéditas. Quando ele estava pronto e fomos mixar em Chicago eu recebi um convite de fazer um DVD com as minhas canções mais conhecidas. Achamos interessante fazer este projeto e adiar este álbum de inéditas para o ano que vem, ele está prontinho.”

O show de amanha e domingo
“O show no Teatro do Sesc Pinheiros (dias 8 e 9) é 90% do DVD. É bem parecido. Enfim, é um show que gostamos de fazer e as pessoas que assistem dizem que gostam muito. Fui muito bem recebido ontem em Santos.”

Sobre o Clube da Esquina e Milton
“Eu sou um cara aberto a isso se o Milton Nascimento me convidar ou se ele convidar os personagens do Clube da Esquina, mas ele está muito voltado para a sua carreira no exterior. Tenho muita vontade de fazer um disco com ele, nem precisa ser o Clube da Esquina. Sempre nos perguntam quando vamos nos juntar de novo, mas é difícil, não fazemos isso porque cada um tem sua agenda, enfim, é difícil de juntar. Mas neste ano tivemos um encontro bacana entre eu, o Beto Guedes e Flavio Venturini em MG.

talvez o Clube da Esquina tenha uma importância sólida, pois marcou uma geração, a partir deste álbum criaram-se carreiras importantes. Eu falei em um jornal em Santos que não considerava o Clube da Esquina um movimento, mas um encontro feliz. Foi uma série de influências que tornou a coisa interessante. E como se criaram várias carreiras em torno deste álbum as pessoas dizem que foi um movimento.”

Sobre as gravadoras e a carreira independente
em minha carreira as coisas vão acontecendo, o grau de dificuldade às vezes aparece em divulgar alguma coisa. Nos anos 80 tínhamos uma dificuldade de lidar com as gravadoras, elas não estavam interessadas em participar dos trabalhos. Eu sou um dos precursores da independência. Porque na verdade ser independente é ter mais controle de sua obra, faz-se contrato de parceria e não de cessão de direitos. Hoje é mais legal esta relação, o artista está mais tranquilo.

Bebel Gilberto em Doses Letais de Juventude

Consegui um material de agosto de 1986. Um release de duas folhas com letra de máquina de escrever. Uma apresentação da “nova” artista da WEA, Bebel Gilberto, que acabava de lançar um mini LP e que se distribuía para os jornalistas e assessores de imprensa. Nesse release, tinham dois textos. O primeiro de Ezequiel Neves:
“É muito mais um escândalo que um disco de estréia. Sim, porque Bebel não se contenta em ser apenas uma cotovia. Sua voz dinamita a velha cegueira tupiniquim de que copo de requeijão é de cristal. Saibam agora o que é puro cristal!
E há ainda o raríssimo “feeling”. É como se, de repente, Deus resolvesse ser bonzinho injetando em nossos tímpanos e mentes zilhões de paraísos.
Ou melhor: são os meus netos (Bebel, Cazuza, Dé, Frejat e Rachel) com doses letaias de juventude e felicidade”
O outro texto era de Cazuza:
“Eu conheci a Bebel com uns 14 anos. Ela tinha acabado de “fugir” de casa e estava morando com a Marília e Moraes Moreira. Tivemos uma grande briga na Pizzaria Guanabara, e eu fiquei pensando, num puro “insight” holywoodiano: Essa garota tem estilo!
O tempo passou e voltamos a nos encontrar num curso de teatro que o Perfeito Fortuna estava dando no Parque Laje, de onde surgiu o sonho do Circo Voador. Aquela menina meio “clown”, meio princesa já estava dando aulas de malandragem.
Por isso não foi surpresa nenhuma quando ela apareceu lá em casa com músicas pra eu por letra. Afinal eu sou meio padrinho de casamento dela com o Dé, meu ex-companheiro do Barão Vermelho, e nada mais natural que começassem a compor uma canção atrás da outra.. Bebel criando temas com a desenvoltura de quem aprendeu a cantar antes mesmo de falar, o Dé no violão construindo as harmonias, aparando as arestas. Em uma semana eu já tinha feito duas letras, “Mais Feliz” e “Amigos de Bar”, super entusiasmado com o inusitado da proposta musical dos dois. Depois Bebel me mostrou “Sua na Lua” [o nome no Mini LP ficou Tua na Lua] , uma parceira dela com Rachel, pura intuição feminina. No fim de semana em Petrópolis, eu, o casal, e mais uma rapasiada, pintou “Eu Preciso Dizer Que Eu Te Amo” na beira da lareira, a Bebel cantarolando, eu com lápis e papel e Dé no violão. E finalmente ela resolveu regravar “Nós”, minha primeira parceria com o Frejat, que escrevi na nossa fase idealista de Circo Voador, vendendo camiseta na praia, brincando de teatro invisível na rua.
Eu acho que a Bebel é uma gatinha cheia de manha, que está chegando com um trabalho intimista e original. Um dado a mais no atual panorama de música jovem feita no Brasil”.

É claro que duas dessas composições: Mais Feliz e Preciso Dizer não podem ficar fora do show, né? A gente espera!

O nojo atualizado - novecentos e um

06/11/2008 10:22
MENDES TEM RAZÃO: PF DE LULA É TOTALITÁRIA

Paulo Henrique Amorim

. A ação da Polícia Federal contra o delegado Protógenes Queiroz é típica de um regime de exceção.

. É típica de um regime totalitário.

. A ação da Polícia Federal é um ato arbitrário com a finalidade de inibir policiais independentes, levantar provas para beneficiar um criminoso, encontrar uma saída para uma trapaça montada com um grampo sem áudio, constranger um juiz e, em última análise, cercear a liberdade de imprensa.

. Uma imprensa livre tem a obrigação de vazar documentos verdadeiros, de fontes oficiais, e que testemunhem o trabalho de combater o crime, dentro da lei.

. O mais revoltante deste episódio de feição nazista é que a Polícia Federal é o órgão subordinado ao Ministério da Justiça (???) e ao Presidente da República.

. As duas prisões de Daniel Dantas mostraram a face oculta de um Presidente que tem medo.

. Ele manda a Advocacia Geral da União defender o coronel Ustra e manda a Polícia Federal às 5h50 da manhã arrombar o apartamento alugado em que estava a mulher e o filho de 7 anos o ínclito delegado Protógenes Queiroz.

. O Winston Churchil, que se especializou em estudar as entranhas do regime nazista e de Adolph Hitler, costumava dizer que, numa democracia, quando tocam a campainha da sua casa às 5h00 da manhã só há uma possibilidade: é o leiteiro.

. As prisões de Daniel Dantas obrigaram o governo Lula a cair para dentro.

. E Gilmar Mendes tem razão: vivemos num país totalitário.

. O regime totalitário de que Gilmar Mendes é parte, agente e beneficiário.

Em tempo: o jornal valor de hoje diz na primeira página que tarso genro estuda sair do Ministério, por causa das divergências com Advocacia Geral da União. Já vai tarde e deveria ter saído faz tempo. Deveria ter saído quando se curvou como um mordomo subserviente ao Supremo Presidente Gilmar Mendes.

Eu tenho nojo do Brasil - parte novecentos

Quarta, 5 de novembro de 2008, 19h38 TERRA MAGAZINE

Atualizada às 20h31 Protógenes diz que Dantas é criminoso e psicopataBob Fernandes

Os intestinos do Brasil.

Em palestra na Associação de Professores da Pontífica Universidade de São Paulo - APROPUC, o delegado Protógenes disse, na noite da terça-feira, 4, pouco antes das 22h00:

- Daniel Dantas é um psicopata com poder de infiltrar-se por todo o aparelho estatal, e pela mídia. Eu disse a ele: Você é um psicopata e sua vida é uma bagunça.

Poucas horas depois, dez minutos antes das seis da manhã, policiais federais do Núcleo de Inteligência da PF de São Paulo entraram no apartamento do delegado Protógenes Queiroz. O delegado Amaro chefiava a operação. Com mandado, buscaram equipamentos e documentos. A suposta busca de equipamentos é parte de um processo da Corregedoria que investiga gravações telefônicas.
A decisão é do juiz Ali Mazloum, da Sétima Vara Criminal de São Paulo. A Procuradoria da República foi contra a operação, pedida pela Polícia Federal. Na noite anterior, em palestra que começou às 20h00 e só terminou depois das 22h00, ao ser indagado se havia pedido afastamento da Polícia Federal depois da Operação Satiagraha, Protógenes disse:

- A sociedade não é burra nem surda. Todo mundo sabe o que aconteceu. Aquela era uma investigação que havia chegado aos donos do Brasil, às pessoas que manipulam o Judiciário, o Congresso, o grande poder político e a mídia, e é por isso que eu fui afastado.

Disse ainda o delegado que, de uma conversa de quatro horas, à época, a PF vazou dois ou três minutos para dar a impressão de que ele pedia afastamento. Acrescentou Protógenes Queiroz:

- Aquela conversa deveria vir a público em sua inteireza, porque aquilo interessa a todo o povo brasileiro.

Ao referir-se a Daniel Dantas, disse Protógenes, com todas as letras:

- Ele é um criminoso, é um psicopata que passa 24 horas por dia só pensando nisso, ele tem grande poder de infiltrar-se por todo o aparelho estatal. Eu disse a ele: Você é um psicopata e sua vida é uma bagunça. Você não sabe quantas empresas você tem e nem mesmo quanto dinheiro você tem. Aproveite a prisão e reflita sobre tudo isso.

À época, menos de 24 de horas depois desse diálogo, Daniel Dantas foi solto pela segunda vez por um habeas corpus concedido, também pela segunda vez, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

Amanhã o STF deve voltar a julgar o habeas corpus, desta vez o seu mérito.

Terra Magazine

Forro in NY é o mó barack

Recebo notícias fresquinha do Davi Vieira que tá felizaço com a vitória do Obama e que manda um o novo vídeo clipe do Forro In The Dark

A música se chama “Nonsensical”, de autoria dele, Davi Vieira. A direção é do Victor Cesar Bota. óia só: http://www.youtube.com/watch?v=rg6oh7fdRHs

Bebel Gilberto está chegando

Este circo trabalha intensamente aqui à espera do primeiro show da Bebel Gilberto em Campinas. Domingão. Depois teremos dois aqui em Sampa. Suspeitíssimo pra falar, estou mesmo muito a fim de chegar logo o dia do primeiro show. Observando os discos da carreira dela, vemos que cada vez mais Bebel Gilberto compõe suas canções. Mas é muito prazeroso ouvir as suas versões para alguns clássicos da nossa música. No primeiro disco, “Tanto Tempo” eu sou doidão por Samba da Benção, do Baden e do Vinícius. Tocou no meu casamento até. Mas tem também Bananeira, do João Donato e do Gil; tem Samba e Amor, do Chico. E tem a versão em inglês de So Nice (Summer Samba), dos irmãos Valle. No disco base desse show, “Momento”, gosto bastante da gravação que ela fez de Caçada, do Chico Buarque.