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Mil Motivos pra ver Tatit

Mais um show do Luiz Tatit com uma banda entrosadíssima acontece domingo, 1º de agosto na abertura do Sesc Osasco.  Vários motivos pra você, paulistano, ir ao Sesc Osasco: Domingo não tem trânsito; vários shows num dia só e tudo de gratis; o Luiz Tatit se apresenta com uma Banda Boazuda; o shows é cedo, 17h. Além de Luiz Tatit e Banda tem 2 outros belos shows antes: Pequeno Cidadão e Ana Fridman; e por último, o endereço do SESC Osasco: Av Sport Club Corinthians Paulista

Renata Rosa na FLIP, em São Carlos, Budapeste e Curitiba

clique na imagem p/ ampliar

Não Perca a Stela

Se dar dica fosse bom… mas eu insisto mesmo assim: Entrevista com Stela do Patrocínio. Tudo na medida, somente um personagem incomum: Stela do Patrocínio. Vale por tudo: pelos atores – Georgette Fadel, Juliana Amaral, Lincoln Antonio -, pela música, pelo texto, direção. Puta merda! Essa dica não é dica, é intimação; é do tipo “não perca”, até mesmo porque, nosso amigo Lincoln Antônio deu de se destrambelhar pelo Brasil a dentro enão assossega o facho em São Paulo.

Luiz Tatit em Mococa por Luiz Antônio Scarparo Maciel

Luiz Antônio Scarparo Maciel, escreveu uma crítica bonita sobre o show. E fez mais um montão de fotos mais ainda. No fundo, no fundo, a gente faz as coisas pros amigos gostarem. Os amigos nem foram mas a gente insiste

VEJA FOTOS

O show de Luiz Tatit e banda, foi mais uma bola dentro dos organizadores da 43ª SUM. Com a “mãozinha” mais que providencial de Guto Ruocco (Circus Produções) na escolha de alguns eventos, quem esteve no Teatro Municipal “Pedro Angelo Camin” assistiu a mais um belo espetáculo. Luiz Tatit, suportado pela excelente banda — Sérgio Reze (bateria), Jonas Tatit (violão), Marcelo Jeneci (sanfona, teclados e voz), Danilo Penteado (contrabaixo), e os backing vocals de Marina Pittier e Juçara Marçal apresentou composições novas, que integram o seu novo trabalho, lançado aqui em Mococa, Sem destino. Nada a ver com o filme, ícone da contracultura, de nome igual (julho/1969), com Peter Fonda, Dennis Hopper e Jack Nicholson.

Como sempre, começo pelos instrumentistas, já que músico por formação sou. Bem. Baixista, baterista e tecladista/pianista são de primeira! E soberbas são as harmonias que Luiz e Jonas criam aos violões.
Luiz Tatit é um dos criadores do Grupo Rumo, na década de 1980, um dos grupos responsáveis pela vanguarda musical paulista. Leia mais no wikipedia

Segundo ele, suas músicas são simples.
Pois são simples o cacete! Profundas e complexas composições, isso sim!. Não é porque falam do cotidiano que elas não adquirem densidade e drama. Além das letras, pra lá de instigantes, as tais são enriquecidas substancialmente por espetaculares harmonias, que somente os bons músicos são capazes de produzir. E duas belas e técnicas vocalistas, Juçara Marçal e Marina Pittier deram uma pitada — sem trocadilhos — generosa de interpretação e graça às músicas.

Agora, as letras são pérolas psicológicas. Não é pra menos… o cara é formado em Letras pela USP e tem doutourado em Semiótica. Só podia dar boas letras, carregadas d´algum existencialismo, a um só tempo denso, sarcástico e espirituoso, as mesmas qualidades que permeiam a obra de outro Tati (sem o “t” final), o Jacques Tati, mímico e humorista francês, cujos chistes permanecerão para sempre nas nossas memórias justamente porque não são dele, humorista, mas nossos mesmos, diários. O mesmo acontece com as letras de Luiz Tatit. Parece que a gente não está ouvindo música, mas, antes, vendo nossas próprias vidas perpassando diante de nós. O cara, — ou os caras, seus parceiros — oferecem as histórias que menos queremos ouvir de nós mesmos. É de grande profundidade psicanalítica, o trabalho do compositor. Como na música em que ele fala da sua antiga mulher, e outra, com a qual finaliza o show, o famoso bis, mostrando que tudo que é de mais acaba virando déjà vu, cansativo e monótono. Showzaço!

Nossos cumprimentos, do Página de Ideias, aos organizadores da 43ª SUM e, particularmente ao Guto Ruocco, deixamos aqui o nosso beijo, carinho e admiração!

http://www.paginadeideias.com.br/CULTURA/luiztatit/luiztatit.htm

A Crítica do espetáculo “Ode Ao Homem Que Se Ajoelha”

Gostei demais de fazer a produção do espetáculo Ode To The Man Who Kneels no FIT Rio Preto. Ter feito produção vírgula, quem fez toda produção foi meu amigo Paulo Aliende que ispicou* e hablou* ao mesmo tempo. Mas a crítica é certeira. E o grupo, talvez, um dos mais profissionais com quem a Circus já manteve contato.

PS.: ispicou = falar inglês
Hablou = falar espanhol

Luiz Tatit Com Destino SUM

Luiz Tatit e Banda no Teatro Municipal de Mococa como nos melhores tempos da SUM

“Sem Destino” o novo CD de Luiz Tatit, será apresentado na 43ª Semana Universitária Mocoquense com participação especial de uma banda formada por Jonas Tatit , Marcelo Jeneci, Sérgio Reze, Danilo Penteado, Marina Pittier e a já conhecida do público mocoquense, Juçara Marçal

Luiz Tatit, compositor, intérprete e violonista, um dos mentores do inventivo grupo paulistano “RUMO”, formado em 1974 e consagrado a partir do seu primeiro disco nos anos 80, revolucionou o cenário da música popular brasileira com o chamado “canto falado”. A SUM – Semana Universitária Mocoquense, em outra escala, revolucionou pela programação ousada e inovadora apresentando shows inesquecíveis de Chico Buarque (1973), Tom Zé (1976) João Bosco (1984), Lenine (1986), Djavan(1995), além de Jorge Ben, Alceu Valença e tantos outros ao longo desses quarenta e poucos anos.

 É com esse espírito que gente insiste e a SUM se propõe a inovar novamente recebendo um espetáculo de um dos maiores compositores da música brasileira: Luiz Tatit

 Ao final do projeto com o grupo “RUMO”, Luiz Tatit passou a lançar, pela gravadora independente Dabliú, os seus próprios álbuns, reunindo as composições que dão continuidade àquele projeto. Já foram lançados 4 CDs: Felicidade (1997), O Meio (2000), Ouvidos Uni-vos (2005) e Rodopio (2007), este também em DVD. Durante esse período, teve diversas composições gravadas por outros intérpretes, entre os quais, Ná Ozzetti, Zélia Duncan, Ney Matogrosso, Leila Pinheiro, Vânia Bastos,  Daúde e Jussara Silveira.

Dentro da 43ª SUM, Luiz Tatit lança seu novo CD, Sem Destino, somente com canções inéditas (13), sendo 7 de sua autoria exclusiva e as demais com parceiros (Alice Ruiz, Itamar Assumpção, Marcelo Jeneci, Dante Ozzetti, Jonas Tatit e Capiba). Especialmente na SUM, Luiz Tatit contará com a participação especial da banda formada por Sérgio Reze (bateria), Jonas Tatit (violão), Marcelo Jeneci (sanfona, teclados e voz), Danilo Penteado (contrabaixo), e os backing vocals de Marina Pittier e Juçara Marçal.

 Juçara Marçal que se apresentou com Kiko Dinucci e Banda no encerramento da SUM 2009, volta a encerrar a programação da Semana, dessa vez, no Teatro Municipal

O show terá grandes momentos – um deles apresentado com Marcelo Jeneci dividindo os vocais com Luiz Tatit na composição dos dois, “Por que Nós?”, além da interpretação solo de Juçara Marçal para “Quem Gostou de Mim” (Jonas Tatit e Luiz Tatit) . Juçara Marçal que também participa do disco “Sem Destino”. 

Tatit consagra seu estilo único. As letras, como sempre, trazem um sabor especial, desta vez versando sobre nossa relação com o imponderável e com a predestinação. No primeiro caso, o disco traz composições como “Sem Destino”, cujo personagem se sente desamparado pelo próprio destino, “Por que nós?” (parceria com Marcelo Jeneci), sobre as imprevisíveis heranças de cada geração, ou “Quem Sabe” (parceria com Itamar Assumpção), uma variação da máxima socrática “só sei que nada sei”. No caso da predestinação, surgem faixas como “Quando a Canção Acabar”, sobre o propalado final da era da canção, “A Volta do Sabiá”, que, em contraponto à famosa Canção do Exílio, exige o regresso do próprio sabiá, ou ainda, “Nando e Nanda” (parceria com Dante Ozzetti), que anuncia o encontro fatal, e óbvio, dos dois personagens.

Ná Ozzetti deixa sua marca na interpretação de “Relembrando Nazareth”, peça pianística do pernambucano Capiba (1904-1997) e só agora letrada por Tatit, e na deliciosa “De Favor”, que conta a experiência de alguém que foi morar literalmente no coração (no músculo pulsante) da amada. Há ainda a participação especial da cantora Juçara Marçal na canção “Quem Gostou de Mim” (parceria com Jonas Tatit). O show em Mococa terá as duas backing vocals cantando mais essa linda canção de Luiz Tatit.

O CD Sem Destino contou ainda com a produção de Alexandre Fontanetti e a direção musical e arranjos de violão de Jonas Tatit. Outros instrumentistas também foram decisivos para a boa sonoridade do disco: Sérgio Reze e Adriano Busko na percussão, Serginho Carvalho no baixo, Marcelo Jeneci na sanfona e nas programações eletrônicas, Marina Pittier nos vocais e, ainda, Fábio Tagliaferri na viola e nos arranjos de cordas. A capa, as fotos e o projeto gráfico são de Gal Oppido.

O show no Teatro Municipal promete remeter a SUM para os maiores momentos de vanguarda que ela já ofereceu para Mococa e região desde 1968

O show de Jussara Silveira e Luiz Brasil em Mococa

Jussara silveira e Luiz Brasil em Mococa na cantina do Lelo, após o show

Ontem o show de Jussara Silveira e Luiz Brasil em Mococa foi uma noite muito bonita. Reencontrar amigos, fazer outros, trabalhar em parceria – Ong Recriando, Tenda da Cida, Kand Som, SUM - renova a esperança que há, sim, vida na cidade e desejo de receber uma programação cultural mais abrangente.

A última produção que participei  naquele Teatro Municipal foi Ed Motta em 1996 (quando era Diretor de Cultura da 29ª SUM). De lá pra cá, o Teatro nunca passou por uma reforma estrutural de fato. As reformas são sempre uma troca de cortina, uma pintura na fachada ou a última, acesso aos deficientes. 

O teatro não tem equipamento de luz, não tem equipamento de som e não tem estutura de energia elétrica condizente com uma produção mínima que se pratica hoje em dia. Mas as dificuldades foram compensadas por um trabalho sem fim dos parceiros. De qualquer maneira, o fato dele estar reaberto e recebendo os artistas pode, talvez, recolocá-lo no seu caminho de ofício.

O show contou com a presença atenta de 55 pessoas que pagaram inteira (R$ 7,50), 50 pessoas que pagaram meia-entrada (R$ 3,50) e 35 convidados. A renda foi revertida para a ONG Recriando, com quem a Circus pretende estabelecer uma parceria em diversos projetos na cidade.

E o show foi uma Nobreza Só, veja o que os dois prepararam pra gente

Paulo Moura

Acho tão nobre um músico erudito se enfiar pela música popular. E vice versa. Paulo Moura foi da banda de rio preto, da erudição do teatro municipal do rio, das gafieiras, do samba. Mais do que isso, era aberto a qualquer jam. Eu o conheci e tive o prazer de conversar com ele quando ele tocou numa participação com o grupo sulafricano Kholwa Brothers+Abaçai, sob a direção de Benjamim Taubkin. Já tinha me deslumbrado vendo um show dele com Yamandu. É exemplar o fato dele ter participado de uma roda de choro um ou dois dias antes de morrer, dentro do Hospital. Paulo Morua foi dos poucos que nunca correu atrás de fama; e a fama, por mais que tentasse, nunca o alcançaria.

Com MArtinho da Vila e Rosinha de Valenca (roubei esse video do Kiko Dinucci). Detalhe é o “ganzazinho” de boca do Grande Otelo:

Com Yamandu:

Direitos Autorias – Ninguém quer largar o osso

Que história é essa que até o Rei Roberto Carlos vai pras ruas? Defender a democratização dos meios de comunicação? Não! O Rei manda dar migalha pros seus súditos mas o brioche ele come sozinho

Recebi uma mensagem do Guilherme Varella, dizendo que estamos num momento político importante em que se discute a revisão da lei de direitos autorais (Lei 9610/98). Propõe-se uma lei mais democrática, que equilibre proteção do autor com o direito da sociedade de acesso à cultura e ao conhecimento.

Nessa segunda-feira, 19/7, no Tucarena, em São Paulo, acontecerá o seminário Direitos autorais: um debate com toda a sociedade. Ele abordará vários aspectos dessa reforma e a relação dos direitos autorais com a produção artística, o direito à educação, a defesa do consumidor e a cultura digital.

O seminário terá a presença do Ministro da Cultura Juca Ferreira.

Essa é mais uma oportunidade do Ministério da Cultura fazer um bem para o Brasil e não recuar, como já fez anteriormente com a Lei que protegia o cinema nacional.

Como diz  OPrefeito de Bloganvile, é a MPB do B . “A MPB do B não quer perderseus ganhos. A velharada já não aguenta tantos shows e o CD já não dá mais ganho. Será o PMPB do B”. Quem se habilita a apoiá-los? Quercia, Sarney, Temer, Barbalho.

Gilberto Gil no Festival North Sea Jazz 2010

Ben Mendes, que loguinho desembarca por essas bandas para acompanhar a patroa Ceumar, mandou Um Tubo  pra gente Dasolanda. Uma entrevista com Gilberto Gil falando sobre o lançamento do disco novo Fé Na Festa que tá no You Tube

Gil, que já tinha feito o excelente Eu Tu Eles, fala com a jornalista sobre as vertentes do Forró, a origem dos nomes corruptelados Xaxado , Xote, Forró , etc

Gilberto Gil de cabelinho raspado novamente com mais um disco novo. Vou correr pra ouvir. Deve ser bom . O nome Fé na Festa é ótimo, nénão?

Sucesso

A Circus aposta mais um ano na 43ª SUM – Semana Universitária Mocoquense e junto com a ONG Recriando produz dois espetáculos: Jussara Silveira e Luiz Brasil:

Luiz Tatit e Banda: Uma banda pra valer. Sérgio Reze, Jonas Tatit, Danilo Penteado, MArina Pittier e Juçara Marçal nos vocais.  A Juçara Marçal que foi em Mococa com o Padê, ano passado e uma participação mais do que especial do Marcelo Jeneci, músico e compositor e parceiro de  Arnaldo Antunes, Zé Miguel Wisnik e Luiz Tatit

E mais uma vez anunciamos os dois shows na Rádio Imprensa FM que nem de Mococa é, mas é o que restou na região infecctada pelas “transas” e “mixes” que estão ´cagando potes´ para qualquer peculiaridade na cidade.

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Essa inserção ficou no capricho. Com voz de locutor mesmo.  Saudade do Paulinho Berlini, do Ricardo Grande, da Dri Nacarato, quando eles eram locutores da Clube Fm 93,3 de Mococa. A SUM tinha um programa diário durante todos os dias do mes de julho. Ô Saudade! Qual é o espaço que a Rádio Transamérica reserva para a SUM? Alguém se habilitaria a passar uma tarde ouvindo a Transamérica em Mococa.  Valendo prêmio

Here Comes the Sun, Ceumar

Ela vem chegando. E feliz vou lhe esperando. A espera é difícil. Mas a gente espera cantando

A Ceumar do Ben vem chegando de volta ao Brasil com família, mala e cuia e microfone de Amsterdam para cantar nas capitais São Luís do Maranhão, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo.

A Ceumar que já começou a cantar nos palcos phodões Dasoropa e já tem disco pronto com o seu trio de Jazz em Amsterdam, chega pra gente cheia de inspiração e com fotos novas feitas pelo parceiro e artista de longa data Miltinho Edilberto. Logo o picadeiro anuncia os detalhes

Juliana Amaral do Circus Místico

Aconteceu nesta última sexta e sábado, 25 e 26, a Jazz Sinfônica apresentou a  trilha sonora de “O Grande Circo Místico”, de Chico Buarque e Edu Lobo composta para o Balé do Teatro Guaíra, em 1983, no Auditório do Ibirapuera. As músicas ganharam arranjos do Nelson Ayres (1995) e o Maestro remontou agora com a  jazz sinfônica dando as interpretação a cargo dos cantores Edson Montenegro, Juliana Amaral e Tatiana Parra. .

Vou me ater a falar da Juliana Amaral. Cantou até enfernizar “os cabelo” do braço. Nem vou me dispersar pra falar do bonito trabalho do Maestro João Maurício. Mas a Juliana escolheu na pinta o que queria: “Meu Namorado” e “Circo Místico”. Logo o Circo Místico que eu pensei que ninguém mais pudesse cantá-la depois da Zizi Possi. Mas a Juliana hoje tava cucapeta…

Entendi hoje porque tenho essa paixão pelo canto da Juliana. Foi revelador ouvir a Juliana ousar parte do repertório de um dos meus preferidos do Chico Buarque. Ela tem que estar aqui nesse circus. E eu não me perco dela jamais.  Que bonito o Humberto Pio ganhar a interpretação dela para Meu Namorado. Ela cantou olhando pra ele. Vai cantar bonito assim na Circus Produções Culturais

Ele vai me possuindo
Não me possuindo num canto qualquer
É como as águas fluindo, fluindo até o fim
É bem assim que ele me quer
Meu namorado, meu namorado
Minha morada é onde for morar você

Ele vai me Iluminando
Não me iluminando um atalho sequer
Sei que ele vai me guiando, guiando de mansinho
Pro caminho que eu quiser
Meu namorado, meu namorado
Minha morada é onde for morar você
Vejo o meu bem por seus olhos
E é o com meus olhos que o meu bem me ver

Juliana Amaral + Jazz Sinfônica

Jussara Silveira e Luiz Brasil: Nobreza na 43ª SUM

NOBREZA

Jussara Silveira & Luiz Brasil se apresentam na 43ª Semana Universitária Mocoquense, dia 18 de julho no teatro municipal

 

Gal Costa já declarou que Jussara Silveira está entre as três melhores cantoras na nova geração e Arnaldo Antunes a definiu como uma intérprete “de densidade emocional extrema, que não deságua em dramaticidade”. Já a imprensa baiana a batizou de “a cantora cool de Salvador”, seguida pela revista Vogue que sentenciou que “Jussara é a melhor cantora que você não conhece”. Mais longe foi o compositor paulista José Miguel Wisnik, que a elegeu como uma de suas cantoras-fetiche. Reações e elogios apaixonados como estes costumam marcar a trajetória da cantora Jussara Silveira.

Com Luiz Brasil não é diferente: violonista, compositor, produtor e arranjador, Luiz é definido por Caetano Veloso, com quem trabalhou por dez anos, como um dos músicos mais brilhantes da atualidade. Além do compositor baiano, uma enorme lista de estrelas da música já contou com seu talento, incluindo Maria Bethânia, Gal Costa, Gilberto Gil, Ivete Sangalo, Elba Ramalho, Marisa Monte e o tenor italiano Luciano Pavaroti. Vencedor do Prêmio Multishow na categoria de produtor musical pelo disco ‘Acústico MTV’, de Cássia Eller, Luiz Brasil lançou recentemente seu primeiro trabalho solo, ‘Brasilêru’, que conta com o piano do aclamado músico japonês Riuychi Sakamoto e os sopros de Carlos Malta, entre outras participações.

Amigos e parceiros musicais de longa data, Jussara Silveira e Luiz Brasil estão juntos novamente. E os mocoquenses, público tradicional de grandes nomes da música brasileira, que desfilaram ao longo dos quarenta e três anos pelos palcos da SUM, poderão, desta vez,  receberem os dois,  Jussara Silveira e Luiz Brasil dividindo o palco do Teatro Municipal de Mococa em ‘Nobreza’, mesmo nome da música de Djavan que abre o show, e que reúne canções escolhidas a dedo para a econômica porém rica formação de voz e violão. No repertório estão músicas de épocas e autores diversos como ‘Os passistas’, de Caetano Veloso, e ‘Quem há de dizer’, de Lupicínio Rodrigues, além de canções gravadas por Jussara em seus três discos solo: ‘Congênito’ (Luis Melodia), ‘Ludo real’ (Vinícius Cantuária e Chico Buarque) e ‘Dama do Cassino’ (Caetano Veloso) – do cd ‘Jussara Silveira’, de 1997 –, ‘Vou ver Juliana’ e ‘Lá vem a baiana’, do álbum ‘Canções de Caymmi’, de 1998, e ‘Menino meu’ (César Mendes, Luiz Brasil e Arnaldo Antunes), do disco ‘Jussara’, lançado em 2002.

‘A nossa visão musical é muito afinada, diz Jussara. ‘Escolhemos músicas que nos permitem explorar de várias formas as nuances da voz de Jussara e do meu violão’, completa Luiz.  Seguindo esta filosofia, os dois ainda selecionaram para o repertório do show ‘Cara limpa’ (Paulo Vanzoline), ‘A mulher barbada’ (Adriana Calcanhotto). ‘Baião de quatro toques’ (Zé Miguel Wisnik e Luiz Tatit), ‘Argila’ (Carlinhos Brown), ‘Eu vou te esquecer’ (Beto Pelegrino e Ariston), ‘Braço de mar’ (Quito Ribeiro) e a versão ‘Um sonho de verão’ de ‘Moonlight Serenade’ (Glenn Miller/Parish), que está na trilha da novela global ‘Alma Gêmea’ na voz e no violão de Jussara e Luiz.

Serviço:

Domingo – 18 de julho – 20h

Teatro Municipal de Mococa Pedro Ângelo Camin

Praça Mal Deodoro, 82 – Centro

Preços: R$ 7,00 (inteira) e R$ 3,50 (meia)

Informações: Kand Som 19 9776-8014

Ficha técnica:

Jussara Silveira – Voz

Luiz Brasil – Voz e violão

Técnico de som – Jorge Godói

Produção: Circus Produções Culturais

Apoio: ONG Recriando www.recriando.org

Realização: 43ª SUM – Semana Universitária Mocoquense e SESC São Carlos

Espoleta é uma explosão de beleza

Letícia e eu somos fanáticos pela Banda Mirim. O espetáculo novo, Espoleta, direção do Marcelo Romagnoli é mais uma beleza daquelas de deixar as crianças e os pais enlouquecidos.

A Letícia e eu assistimos ao Felizardo cento e quarenta e sete vezes, mais ou menos. Pretendemos assistir Espoleta umas cento e dezenove…

Cenário lindo e funcional da Marisa Bentivegna. Banda entrosadíssima. Cantores se revelando como ótimos atores. E o Rubi, dando um show à parte, como sempre.

Keith Jarrett : The Köln Concert

Da série: Só tenho os meus discos de bom na vida, o dia só voltou ao normal de tanta frustração ao colocar Keith Jarrett , The Köln Concert na Sonata

Eu gosto desse cd porque por mais que tenha a pegada clássica/jazz eu ouço nesse bichinho as pitadas mais pesadas de gospel. Acho que esse cd me religa à esperança. Tem gente que alimenta a lenda que o piano que ele tocou era ruim. Imagina se fosse bom… Ou então a gravação da ECM se superou.

Eu que não toco nada e não entendo lhufas de instrumento ou de música acho que ele tava viradão com o capeta. Esse disco me lembra aquelas viagens sem fim do Yes. O piano vai trazendo uma sensação de hipnose, parece que ele não vai parar de improvisar nunca mais.

Na Parte I do cd, especialmente, em determinado momento, o negão começa a murmurar baixinho, assumindo seu transe e deixando na gente a vontade de estar naquela cidade de Colônia, naquele 24 de janeiro de 1975. Só Jarret salva!

Parece que se pode baixar o disco no Som do Roque.

mais uma para o dia dos namorados: LA LUPE

Para todas as idades. Para todas as ocasiões.  LA LUPE. O disco se chama Dance With The Queen. LA LUPE é a Elza Soares cubana. Um bolero mais caliente que o outro. Cuidado, perigas meter os pés pelas mãos.

O disco tem um montão de hit. Tem até uma versão salsa de “Tristeza”, composta por HaroldoLobo e Niltinho que virou “Adios Tristeza”. Pior de tudo é que o encarte do Cd põe o crédito só para La Lupe. Será que ela larapiou ou o o encarte que não presta?

La Lupe já teve recentemente até uma peça de teatro contando a vida dessa cubana expulsa de casa pelos seus pais que chegou em NY em 1962. Em um determinado momento do espetáculo, relata Juliene Codognotto, La Lupe lamenta que os filhos só sonham com neve ou Coca-Cola (aproveita pra ironizar o fato de Coca-Cola ser usada na cuba libre), reclama da frieza da cidade de Nova Iorque, chora as saudades de Havana e ainda afirma que é impossível um cubano conseguir “sentir em inglês”. Num dos momentos mais tristes desse espetáculo, a cantora diz que teria ficado em sua pátria, mas que não foi possível. Conhecendo,ainda, as dificuldades de trazer artistas cubanos para apresentações em outros países, a peça faz pensar, neste momento em que o poder político cubano é tão frágil e incerto, no por que tantas pessoas desse povo foram obrigadas a sentir saudades – uma reflexão que precisa ir além da doidera que se instalou na cabecita do ex-líder revolucionário e considerar todo o contexto para, quem sabe, não ficar simplista como as reportagens da Globo.

Mas voltando para o disco: ouça alto e talvez arrisque uns passitos, mamacita.

Fiz as pazes com o Bolero por causa de você, La Lupe. O bolero que o meu pai adorava de Gregório Barrios, Nat King Cole me jogou para o Camisa de Venus em 1984. Era bode de pirralho. Sempre escondi que eu adorava Besame Mucho. Até que um dia meu pai me flagrou ouvindo “Besame” naquele disco Araçá Azul do Caetano. Aí ele se vingou, né?

No reveillon de 2008, meu pai e eu ouvimos esse disco da La Lupe várias vezes no tocador de cedês. Ele dizia: “tô gostando , heim meu filho”? Saudade do meu pai. Ele me ensinou que o bolero é bom e me ensinou dicas de como namorar. Eu não aprendi nadica.

para o dia dos namorados 1: Ella and Louis

Semana especial para o dia dos namorados. Mas recomenda-se que você já esteja com a sua negona no papo. O disco Ella and Louis, gravado em agosto de 1956 é tiro e queda de misericórdia. Com um bom copo de whisky ou cachaça você coloca o disco na vitrola e pode beber à vontade que o disco cura até o figueiredo.

Ella Ftzgerald, Louis Armstrong (trompete e voz) estão acompanhados por Oscar Petterson (piano), Herb Ellis (guitarra), Ray Brown (baixo) e Buddy Rich (bateria).

O disco tem onze músicas e é ainda melhor que Porgy and Bess (1959). Odisco foi originalmente lançado pela Verve e pelo jeito, a Universal que abocanhou o selo cult, resolveu caprichar nessas reedições. O encarte tem toda a história do disco.

Tem uma sequencia quase no fim do disco que é o momento do alto clima. Manda vê, tresouquatro: A Foggy Day (George and Ira Gershwin), Stars Fell on Alabam (Frank Perkins-Mitchell Parish), Cheek to Cheek (Irving Berlin) e The Nearness of You. Fecha a conta

São João do Quinteto Gonzagão

Apesar da dica do Gustavo Finkler que mandou muito bem indicando o Nelson Coelho de Castro qu vem do sul para o público de Sampa eu vou sugerir um bom baião de gonzagão tocado por quem é do ramo: Quinteto Violado. Em São José dos Campos e Catanduva

Dica do Alemão

Lançamento do CD Lua Caiada

Novo trabalho de Nelson Coelho de Castro

Participação especial – Na Ozzetti

O compositor Nelson Coelho de Castro está lançando o seu sexto trabalho solo, o CD Lua Caiada, financiado pelo Programa Petrobras Cultural, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Depois de estrear com sucesso em Porto Alegre, o espetáculo chega até São Paulo, no dia 11 de junho (sexta-feira), no SESC Ipiranga (rua Bom Pastor 822), às 21 horas. O projeto inclui, ainda, lançamento em Belo Horizonte e Rio de Janeiro no mês de julho.

Participam os seguintes músicos: Giovani Berti e Fernando do Ó, percussão; Luizinho Santos, sopros; Michel Dorfman, piano; Edilson Ávila, guitarra e violão; Pedrinho Franco, violão 7 cordas, cavaquinho e bandolim; Luizinho Santos, sax; Luizinho Correa, acordeon; Monica Tomasi, cavaquinho e voz. Como convidada especial, a cantora Ná Ozzetti.

Segundo Nelson, “Mesmo escutando de tudo, é nas fontes murmurantes da música brasileira onde eu mato a minha sede. E o disco ficou assim, todo da seiva e cepa MPB: sambas, ciranda, samba de roda, sonoridade percussiva dos cafundós deste pindorama, chorinho brejeiro e valsa brasileira.”

Gravado nos estúdios Acit, em Porto Alegre, no outono de 2009 e contando com a produção e a direção musical do próprio Nelson e a produção executiva de Márcio Gobatto, o CD Lua Caiada pode ser encontrado no site da Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br).

Serviço:

Lançamento do CD Lua Caiada, de Nelson Coelho de Castro

Contemplado pelo Programa Petrobras Cultural, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura

Local – SESC Ipiranga – Rua Bom Pastor 822

Data – 11 de junho (sexta-feira)

Horário – 21 horas

Ingressos – no local a R$ 16,00 a inteira, R$ 8,00 a meia-entrada, para estudantes e maiores de 60 anos e R$ 4,00 para comerciários.

Maiores informações:

cuidado que mancha produções
contato@cuidadoquemancha.com.br
51 3028 3472 / 51 9684 3352

Arthur Nestrovski e Celso Sim ontem no Sesc Pompéia

O show no SESC Pompéia foi muito bonito ontem. Uma iluminação como eu não via há bastante tempo da Alessandra Domingues e casa cheia para assistir ao show “Pra que Chorar”. O repertório foi o seguinte:

  1. um favor  lupicínio rodrigues
  2. cartografia arthur nestrovski
  3. canção de não dormir  arthur nestrovski/eucanaã ferraz
  4. antonico  ismael silva
  5. pra que chorar  robert schumann/ heinrich heine [versão brasileira: arthur nestrovski]
  6. aquela mulher chico buarque [instrumental]
  7. é doce morrer no mar  dorival caymmi/ jorge amado
  8. as rosas não falam  cartola
  9. serenata  franz schubert/ ludwig rellstab [versão brasileira: arthur nestrovski]
  10. filme inacabado  arthur nestrovski
  11. tatuagem chico buarque/ruy guerra
  12. retrato de uma senhora  arthur nestrovski
  13. choro bandido chico buarque [instrumental]
  14. quem há de dizer  lupicínio rodrigues/ alcides gonçalves
  15. casual  cacá machado/ arthur nestrovski
  16. aquecimento global  arthur nestrovski
  17. sopro só  franz schubert/ franz von schober [versão brasileira: arthur nestrovski]
  18. acalanto  arthur nestrovski/ zé miguel wisnik
  19. o amor  [sobre poema de vladimir maiakósvki] caetano veloso/ ney costa santos

Ontem também saiu uma crítica  dos discos na Folha escrita por Luiz Fernando Vianna

CRÍTICA MPB

Disco de grandes canções completa aula de anatomia

Álbum com músicas de Chico Buarque complementa CD mais ousado

LUIZ FERNANDO VIANNA
DO RIO

Os dois novos CDs de Arthur Nestrovski foram gravados no verão passado. São simultâneos e, de certa forma, complementares.
Em “Chico Violão”, ele dá prosseguimento ao que fizera com a obra de Tom Jobim: disseca músicas de Chico Buarque para ressaltar a beleza delas, não transparecendo qualquer virtuosismo do intérprete ou do arranjador.
Já em “Pra que Chorar”, acompanha o cantor Celso Sim e é autor ou coautor de nove das 16 faixas. Isto lhe permite ser ousado nos arranjos e elevar o volume de seu violão.
O primeiro, pela própria natureza do projeto, comove menos do que o segundo. Há algo nele de aula de anatomia. Nestrovski põe no osso as melodias de Chico e expõe suas estruturas. São “antiarranjos”, como diz.
Desta forma e sem as letras sendo cantadas -embora, não por acaso, constem no encarte-, perde-se em emoção, mas ganha-se em compreensão das canções.
Em “Futuros Amantes”, por exemplo, os acordes repetidos no final apontam para o infinito, como pedem os versos. Em “Embebedado”, a execução da melodia aponta para um caminhar torto, o equilíbrio difícil.
Pelo menos metade do repertório não é óbvio, opção louvável e, também, compreensível: o Chico mais sofisticado, das duas últimas décadas, é o menos popular, pois as músicas grudam menos no ouvido.
Nestrovski mostra a complexidade de “Romance”, “Iracema Voou”, “Outra Noite”, e assim indica o quanto podem ser cativantes.
Curiosamente, o disco com Celso Sim parece se inscrever numa empreitada contra a ideia do “fim da canção”, verbalizada por Chico à Folha em 2004 -José Miguel Wisnik e Luiz Tatit são outros que integram a missão, de certa forma dispensável, pois Chico não quis dizer que as belas canções vão acabar, e sim a hegemonia do formato.
O repertório de alta qualidade vai de três “lieder” (peças clássicas com letras) do século 19 a criações recentes de Nestrovski, passando por canções brasileiras consagradas como “Antonico” (Ismael Silva), “É Doce Morrer no Mar” (Dorival Caymmi/ Jorge Amado) -a mais bela das 16 faixas- e “As Rosas Não Falam” (Cartola), que ganha acordes fúnebres na introdução e no final.
Além das já conhecidas qualidades de cantor e violonista, o CD exibe engenhosidade conceitual, com um desacalanto “Canção de Não Dormir” polarizando com um “Acalanto”, e duas composições de Nestrovski, “Filme Inacabado” e “Retrato de Uma Senhora”, fazendo um par de histórias de amor.
E reforça que, em se tratando de canção, a tristeza ainda é a grande matéria-prima da construção da beleza.

Renata Rosa em João Pessoa

Chico César não é somente o artista que sou fã. Chico César está à frente da cultura de João Pessoa e fazendo muito com pouco. Com muito orgulho, a Circus chega em João Pessoa produzindo o espetáculo da Renata Rosa, Manto dos Sonhos, de graça, numa praça que já recebeu Nação Zumbi, Arrigo Barnabé, Lula Queiroga, Lula Cortes, Elomar, Cabroêra
Em praça pública, Vidal de Negreiros mais conhecido como Ponto de Cem Réis!!

Bebel Gilberto no IG

A entrevista que Bebel Gilberto deu no IG para Pedro Alexandre Sanches em duas partes: 1ª parte e 2ª parte.

Bim Bom – Timão – Bem Bom

Hoje, entre o jogaço do Corinthians e a produção de All In One, eu fico aqui pensando que a gente tem uma vocação pra sofrer, eu sei, mas a tristeza tem sempre uma esperança de um dia não ser mais triste não !

Vai, Corinthinas! Bring Back the Love. Porque eu Preciso dizer que te amo, (te) ganhar ou perder. Sem engano.

Vem viver esse Momento, Sem contenção de emoção.

Meu Coração faz chica, chica boom, tiMÃO!

Crítica do CD Sem Destino, de Luiz Tatit

Sergio Molina – Folha de SPaulo:

 ” ‘Sem Destino’, de Luiz Tatit garimpa alternativas preciosas para renover a trajetória do artesanato entre melodia e letra”

“Cientista da arte da canção, Tatit entrelaça sons e testa os textos compondo, justapondo, sobrepondo. Na alternância pendular de ‘Dia Sim, Dia Não’ (faixa cinco), sua poesia delicadamente abundante ‘despeja as lágrimas no mar’ para depois alertar que se ‘um machuca, outro sopra e fica bom’ .”

Apresentação Institucional do Diretor de Marketing da Circus

O PALHAÇO

Gostava só de lixeiros crianças e árvores

arrastava na rua por uma corda uma estrela suja.

Vinha pingando oceano!

Todo estragado de azul.

(Manoel de Barros / Poesia Completa)

Leonardo Boff e o Acordo de Lula no Irã

Vocês já sabem que esse palhaço torce para o Lula como torce para o time de futebol. Algumas leituras reforçam a paixão. É claro que foi preciso uma lupa gigante para encontrar leitura positiva sobre o presidente do Brasil. O texto está no site do autor, Leonardo Boff.

Lula inaugura a diplomacia da nova era

O acordo alcançado por Lula e pelo primeiro ministro turco com o Irã a respeito da produção de urânio enriquecido para fins pacíficos possui uma singularidade que convem enfatizar. Foi alcançado mediante o diálogo, a mútua confiança que nasce do olho no olho e a negociação na lógica do ganha-ganha. Nada de intimidações, de imposições, de ameaças, de pressões de toda ordem e de satanização do outro.

Essa era e continua a sendo a estratégia das potências militaristas e imperiais que não se dão conta de que o mundo mudou. Elas estão encalacrados no velho paradigma do big stick, da negociação com o porrete na mão ou  da pura e simples intervenção para a qual tudo vale, a mentira deslavada como no caso da guerra injusta contra o Iraque, a violência militar mais sofisticada contra um dos países mais pobres do mundo como o Afeganistão ou os conhecidos golpes armados pela CIA em vários paises, nomeadamente na América Latina.

Curiosamente, esta estratégia nunca deu fruto  nenhum  em nenhum lugar. Os USA estão perdendo todas as guerras,  porque ninguém vence um povo disposto a dar a sua vida e até suscitar “homens-bomba” para enfrentar um inimigo armando até os dentes mas cheio de medo e exposto à vergonha e à irrisão mundial. O que conseguiram foi alimentar raiva, rancor e espírito de vingança, fermento de todo o terrorismo.

A maior ameaça para  estabilidade mundial hoje são os EUA pois a ilusão de serem “o novo povo eleito” – pois assim reza o “destino manifesto” que os neocons, muito fortes, como Bush, acreditam piamente – faz com que se sintam no direito de intervir em todo o mundo. Pretendem levar os direitos humanos quando os violam vergonhosamente, querem impôr a democracia quando, na verdade, criam uma farsa, visam abrir o livre mercado para suas multinacionais para que livremente possam explorar a riqueza do pais, seu petróleo e seu gás.

A diplomacia de Lula se contrapõe diretamente àquela do Conselho de Segurança e a de Barack Obama. A de Lula olha para frente e se adequa ao novo. A de Barack Obama olha para traz e quer reproduzir o velho.
 
O paradigma velho supõe que haja uma nação hegemônica e imperial, no caso o USA. Esta se rege pelo paradigma do inimigo, bem na linha do teórico da filosofia política que fundamentou os regimes de força como fez com o nazismo, Carl Schmitt(+1985). Em seu livro O Conceito do Politico claramente diz:”a existência política de um povo depende de sua capacidadede definir quem é amigo e quem é inimigo..o inimigo deve ser combatido e psicologicamente deve ser desqualificado como mau e feio”. Não fez exatamente isso Bush chamando os paises donde vinham os terroristas de “paises canalhas” contra quem se deve fazer uma “guerra infinita”? Éssa argumentação é sistêmica e funciona ainda hoje na cabeça dos dirigentes norteamericanos. Políticas inspiradas nesse paradigma ultrapassado podem levar a cenários dramáticos com o sério risco de destruir o projeto planetário humano. Esse paradigma é belicista, reducionista e míope pois não percebe as mudanças históricas que estão ocorrendo na linha da fase planetária da história que exige estratégias de cooperação visando proteger a Terra e cuidar da vida.
 
O paradigma novo, representado por Lula, assume a singularidade do atual momento histórico. Mudou nossa percepção de fundo: somos todos interdependentes, habitando juntos na mesma Casa Comum, a Terra. Ninguém tem um futuro particular e próprio. Surge um destino comum globalizado: ou cuidamos da humanidade para que não se bifurque entre os que comem e os que não comem e protegemos o planeta Terra para que não seja dizimado pelo aquecimento global ou então não teremos futuro algum. Estamos vinculados definitavamente uns aos outros.

Lula em sua fina percepção pelo novo, agiu coerentemente: não se pode isolar e castigar o Irã. Importa traze-lo à mesa de negociação, com confiança e sem preconceitos. Essa atitude de respeito trará bons frutos. E é a única sensata nesta nova fase da história humana. Lula aponta e inaugura o futuro da nova diplomacia, a única que nos garantirá a paz.

Bebel Gilberto – All In One

BEBEL GILBERTO LANÇA ‘ALL IN ONE’ EM SÃO PAULO

Cantora faz três  apresentações no SESC Pompéia e participa da Virada Cultural

 Após percorrer Estados Unidos, Ásia e Austrália com o novo show ‘All in one’, Bebel Gilberto finalmente chega a São Paulo para três únicas apresentações no SESC Pompéia, nos dias 28, 29 e 30 de maio. A produção dos shows no SESC Pompéia será da Circus. Antes, Bebel participa da Virada Cultural paulista, se apresentando em Indaiatuba, no dia 23 de maio. O show é centrado no mais recente cd da cantora, que teve lançamento mundial no ano passado, pela Verve.

 “O repertório é focado no meu último disco, mas sempre incluo canções que não consigo deixar de fora, como ‘Aganju’, ‘Samba da Benção’ e ‘Preciso dizer que te amo’”, afirma Bebel.

 No palco, Bebel estará acompanhada pela banda que vem percorrendo o mundo com ela há muito tempo, inclusive seu fiel escudeiro Masa Shimizu, que toca baixo e violão no show. “Estamos festejando dez anos de parceria e esse show é também uma grande celebração desse encontro”, exalta Bebel. A banda é formada ainda por Rodrigo Sha (sax, flauta e violão), John Roggie (teclados) e Magrus Borges (bateria e percussão).

‘All in one’ foi lançado no Brasil pela Universal Music e pode ser considerado como o menos eletrônico entre os quatro discos elaborados por Bebel desde 2000, sem abdicar da identidade e personalidade construídas ao longo do tempo. O repertório traz músicas autorais como ‘Canção de amor’, ‘Port Antonio’, ‘Segredo’ e a faixa-título, entre outras, além de releituras de sucessos de Bob Marley (‘Sun is shining’) e Stevie Wonder (‘The Real Thing’).

Bebel homenageia também Carmem Miranda, uma pioneira na ponte entre Brasil/Estados Unidos, com o resgate de ‘Chica Chica Boom Chic’, destaque da trilha da novela ‘Viver a vida’, da Rede Globo. Pela primeira vez, a cantora visita o repertório de seu pai, pescando uma da safra autoral de João Gilberto, ‘Bim bom’.

O cd tem um grande time de produtores: Carlinhos Brown, Didi Gutman (o tecladista da banda nova-iorquina Brazilian Girls), o brasileiro-californiano Mario Caldato e John King (um dos Dust Brothers). Daniel Jobim co-produziu e tocou piano em ‘Bim Bom’ e ‘The Real Thing’ foi produzida no Brooklyn por Mark Ronson (Amy Winehouse, Lily Allen, Kaiser Chiefs, Robbie Williams) e Tom Brenneck.

Bebel Gilberto – ‘All in one’

Dias 28, 29 e 30 de maio (sexta, sábado e domingo) Local: SESC Pompéia (Rua Clélia, 93) – Telefone: (11) 3871-7700  Horário: dias 28 e 29, às 21h –      Dia 30, às 18h.

Preços: R$ 40,00 (inteira); R$ 20,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes); R$ 10,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes)

Jussara Silveira é coisa nossa!

Conheci o som da nega quando frequentava a cantina da Cida Cilli. Coisa do século de ontem, noventa e sete, noventa e oito. A música era certeira, tinha frecor de brisa e logo ganhei o Cedê da Cidoca. Recomendada por um certo baiano Cacá Maltez.

Curioso, bebi, fumei, ouvi, cheirei a Jussara cantando os compositores que eu gosto. O de Dorival foi um exagero de bonzura.

Virando o século, até a Letícia é apaixonada por “Só”(Guilherme Wisnik e Vadim Nikitin).

Respeitável público, que soem os tambores para receber Jussara Silveira direto do mar do rio da bahia nesse circus sem sal.