Ópera das Pedras
A produção aqui na circus anda à mil. Estamos na coordenação de produção do espetáculo Ópera das Pedras, de Denise Milan.
Veja abaixo
ÓPERA DAS PEDRAS – O ESPETÁCULO DA TERRA, DE DENISE MILAN COM CO-DIREÇÃO DE LEE BREUER, A PARTIR 22 DE ABRIL
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Espetáculo inspira ainda três eventos paralelos: a instalação “Coração de Ametista”; a oficina de pipas “Cortejo de Vidas Preciosas”; e o lançamento do livro “Gemas da Terra”, coordenado por Denise Milan e Olgária Matos.
Numa iniciativa do SESC São Paulo, estreia em 22 de abril, às 21h, no SESC Ipiranga a “Ópera das Pedras – o Espetáculo da Terra”. Criação de Denise Milan, que também assina o libreto e a cenografia, além da co-direção, ao lado de Lee Breuer. A montagem cumpre temporada até o dia 15 de maio, às quintas e sextas-feiras (21h) e sábados (20h), com ingressos entre R$ 5 e R$ 20.
No palco estarão os intérpretes Wellington Nogueira e Badi Assad e uma Camerata Popular formada por cinco integrantes, conduzida pelo maestro Tiago Pinheiro. A música foi especialmente composta por Clarice Assad, Carlinhos Antunes, André Mehmari, Marco Antonio Guimarães e Naná Vasconcelos, além da própria Badi Assad. A iluminação de Fábio Retti, os adereços de Silvana Marcondes e os figurinos escultóricos de Glória Coelho e Denise Milan, completam a ficha técnica.
“Ópera das Pedras – O Espetáculo da Terra” prima pelo ineditismo, já que nunca antes o imaginário da pedra foi tratado com tamanha expressão, mostrando a Terra como sujeito da própria vida, deixando de ser objeto. Não por acaso, a estreia acontece justamente no dia 22 de abril, que é o Dia Internacional da Terra e do Descobrimento do Brasil, e num momento em que o planeta se vê diante de tantas situações graves e alarmantes.
“A criação de Denise Milan gera uma série de atividades a partir de um espetáculo inédito, e em torno dele aglutina-se uma gama de artistas de vanguarda, nacionais e estrangeiros. Em sua abordagem da Terra, suas origens e possíveis destinos, sua obra se apresenta como um momento de reflexão, participação e fruição”, afirma o diretor regional do SESC São Paulo, Danilo Santos de Miranda.
Ciência, filosofia e arte – Voltado para o público adulto, o espetáculo projeta uma analogia à vida humana a partir deste universo mítico. Afinal, desde as civilizações mais antigas, são as pedras – símbolos do sagrado por excelência – que têm conectado o homem ao cosmos, nas mais diversas linguagens.
Em sua concepção cênica, Denise Milan recorre à dramaturgia experimental para romper com o formato clássico da ópera, contando com a singularidade de ter pedras como protagonistas.
Assim, a pedra Agrégora – uma ametista de 220 milhões de anos – ganha voz em cena. A partir de um embate entre o magma e o quartzo, envoltos num relato de transformação da matéria, ela narra como o cristal se separa do basalto, se estrutura e alcança sua forma, após superar barreiras e forças que inibem sua potência.
Numa estética que inspira a reflexão interior e o sentido de evolução de cada indivíduo, os dramas da matéria, as forças e os sentidos da vida ali presentes metaforicamente representam sentimentos, pensamentos e todo o drama humano.
Para a diretora e libretista, o confronto entre o caos e a ordem tendem a envolver o espectador em sua plenitude. “O útero magmático desta ópera nos propõe um novo renascimento. O homem retorna à natureza e nota a interlocução entre ciência, filosofia e arte”, compara Denise Milan.
Posted: março 22nd, 2010 under Uncategorized.
Comments: 2
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Comment from ceumar
Time: março 24, 2010, 8:45 am
bonito! depois quero saber mais! boa sorte!
Comment from Danielle Cotrim
Time: abril 14, 2010, 11:56 pm
Falta pouco para o grande dia! Denise boas energias para vc! Estaremos por lá! Um grade beijo da Danita, Thomas e Marina!


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